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O mobile marketing e a experiência do usuário (UX)

  • 11 de jun. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 25 de mar. de 2025


jovem rapaz sorridente afro sentado no chão olhando para o celular; a foto tem o objetivo de conectar o leitor com o tema sobre marketing mobile.

Há pouco mais de uma década, nós acordávamos e íamos direto escovar os dentes, tomar banho, mas de algum tempo pra cá, os smartphones tomaram tanta posse sobre os nossos comportamentos que, a primeira coisa que fazemos é olhar o celular, se está tudo ok no WhatsApp, Instagram, TikTok, Facebook, e-mails etc.



O mobile impactou diretamente em nossa comunicação, tecnologias e na economia do planeta.


Com o passar do tempo, quase todas as nossas experiências foram transportadas para o mobile. A partir de então, empresas, marcas e negócios, tiveram que reescrever suas histórias, estratégias de engajamento e comercialização de serviços e produtos, proporcionando boas experiências aos seus usuários. Daí, o surgimento do termo "User Experience", abreviado como UX.


Para mergulharmos mais a fundo nesse assunto, é extremamente importante que possamos compreender o que é a usabilidade. Vamos lá?



Usabilidade


A usabilidade nada mais é que a mensuração de facilidade ou complexidade do usuário trafegar em um site, aplicativo, jogos, obtendo boas experiências em plataformas virtuais.

A interface nada mais é que o software ou ferramenta na qual estamos trafegando. Assim, o design de interface é a arquitetura que nos proporciona uma boa experiência de tráfego, com botões, links e acessos fáceis que nos proporcionam permanecer conectados, retendo nossa atenção.

Para que isso ocorra com fluidez no processo criativo, é sempre importante montar uma equipe de profissionais de marketing, designers, arquitetos de informação, assim como profissionais de diversas competências que possam agregar na experiência do usuário.


UX Designer é um profissional que permeia as 5 etapas fundamentais de uma boa experiência.



APRENDIZAGEM

Logo ao acessar o seu site ou aplicativo, os usuários conseguiram cumprir as tarefas primárias?

EFICIÊNCIA

Os processos realizados são feitos com rapidez e agilidade?

MEMORABILIDADE

Quando memorizamos a imagem de uma pessoa, coisa ou produto, estamos ocupando 20% da capacidade de semelhança àquilo que se lembra. Pense se a sua interface será lembrada ocupando espaço na memória de seus usuários.

PREVENÇÃO DE ERROS

Existe uma precaução de erros em sua interface? Outra questão é: se seus usuários cometerem algum erro, serão capazes de sair facilmente dele ou terão que reiniciar o processo do absoluto zero?

SATISFAÇÃO

A satisfação pode ser mensurada pelo período do tempo que o seu usuário trafega pela sua interface e, por quantas vezes ele retorna ao seu site ou aplicativo.




Considerado o "Pai da Usabilidade", Jacob Nielsen, definiu algumas regras e boas práticas para que possamos ter sucesso nos resultados.


10 Heurísticas de Nielsen

Elas podem ser utilizadas como um checklist das 5 etapas que acabamos de ver.



1 • Manter o status visível


Informa ao usuário o que está acontecendo naquele seu ambiente online, o que ele deverá fazer e, o que acontecerá em seu percurso.


2 • Tenha proximidade com o mundo real


É importante usar modelos de linguagem semelhantes ao do seu usuário e, na maioria das vezes, abusando um pouco da informalidade, como o uso de símbolos, emojis, tipos específicos de linguagem que farão parte do grupo de pessoas que você almeja atingir.


3 • Exerça o controle sem tirar a liberdade


É importante que você instrua o usuário a executar as tarefas básicas dentro da sua plataforma online, mas sem tirar a liberdade de escolha dele.


4 • Mantenha a consistência e os padrões


Sempre mantenha os mesmos tamanhos, posicionamentos e cores dos botões que chamamos de "call to action" (comprar, assinar, seguir, etc). Quando existe um sistema simples de padronização, isso ajudará nas tomadas de decisão do seu usuário.


5 • Prevenção de erros


Proporcione uma experiência tão perfeita ao ponto do seu usuário não cometer nenhum tipo de erro ou ter que recomeçar algum tipo de percurso, por exemplo.


6 • Crie o reconhecimento


Nem sempre seu usuário lembrará da senha de acesso ou do caminho percorrido para chegar à um determinado produto, ou cumprir uma determinada tarefa. Por isso, é importante simplificar os caminhos a serem percorridos, deixá-los claros e visíveis ao seu usuário.


7 • Eficiência e flexibilidade durante o tráfego


Lembre-se sempre que embora você tenha determinado sua persona, sua plataforma pode ser acessada por pessoas diferentes e com graus diferentes de conhecimentos e experiências em acessos online. Pensando nisso, enfatize o dinamismo através da simplicidade.


8 • Design minimalista


As telas do seu produto precisam conter especificamente aquilo que o seu usuário precisa saber ou fazer. Quanto mais informações desnecessárias forem inseridas, mais distração ou desistência de tráfego seu usuário terá.


9 • Ajude no reconhecimento, diagnóstico e solução de erros


Deixe as mensagens de erro bem claras e evidentes, assim como os botões de recomeço do percurso, para que seu usuário possa facilmente corrigir seu erro e recomeçar o processo.


10 • Documentação e ajuda


Quanto mais intuitivo for o tráfego em sua plataforma online, maior será o seu nível de conversão. Por isso, crie documentos de ajuda ou botões com acesso rápido ao suporte, caso haja.






Lembre-se que existem diferenças entre tipos de telas, além de sistemas Android e iOS.



COMO TORNAR O DESIGN ACESSÍVEL?


Pense tanto na estrutura do design como na experiência do usuário

Design

  • Tamanho e estilo da fonte

  • Cores e contraste

  • Imagens, vídeos e áudio


Usuário

  • Idade

  • Habilidade cognitiva

  • Audição e visão

  • Compreensão da língua e linguagem

  • Dispositivo, tecnologia e conexão


Você sabia que o nosso dedo tem uma medida variável entre 16 e 20 mm?

Se o espaçamento entre os botões ficarem muito próximos um do outro, o usuário poderá ter problemas para cumprir uma determinada ação. Ele pode tanto clicar errado quanto desistir de trafegar em sua plataforma. Deixe uma medida aproximada de 1cm x 1cm na área de clique.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo, normalmente são percursos mais usados em aplicativos. Já à direita, embaixo, costuma ter pouca relevância para o usuário.


De acordo com o tamanho do celular, muda o alcance do toque.

Tem muita gente que segura o celular com uma mão só e usa o polegar para clicar, principalmente, quando conversando com outra pessoa ou dentro de um veículo em movimento. Outras pessoas seguram o celular com as duas mãos e usam o dedo indicador para trafegar (como nossas mães, por exemplo), e tem pessoas bem diferentes que pensam que o celular é um "joystick" e seguram com as duas mãos, clicado com os dois dedos polegares. Brincadeiras à parte, todos esses dados podem servir como poderosos insights para a confecção do design da sua interface.


Em sistemas iOS é comum usar os botões de navegação na parte inferior da tela. Já em sistemas Android, na parte superior.



Navegação por barra, menu e ícones



ACTION BAR

Fica no topo da tela, gerando fácil reconhecimento e usabilidade. Nessa região, normalmente encontramos botões de busca, "voltar" e do carrinho. Se torna arriscado demais inserir outros tipos de funções nessa região.

TAB BAR

É aquele botão que fica no topo, para Android, e na parte inferior, para iOS. Nessa região, encontramos os itens mais importantes para a navegação do usuário. Por isso, esses itens devem ser muito bem escolhidos.

MENUS E LISTAS DE ÍCONES

A regra é a mesma, devem ser bem contextualizados para a exposição de informações, detalhes ou produtos.

AÇÕES CLARAS

O design da sua interface deve reduzir ambiguidade e dar foco para o usuário completar a ação. Dê dicas rápidas sobre o quê corresponde cada ação e, de preferência, sem interromper o percurso.



Tipos clássicos de interatividade:



LINKS

Sempre quando lemos um texto e nos deparamos com uma palavra escrita em outra cor ou negrito, aquilo nos remete que aquela determinada palavra ou frase, é clicável. Dessa forma, não deixe de proporcionar esse tipo de experiência aos seus usuários.

BOTÕES

Como vimos anteriormente, os botões devem estar bem distribuídos e de fácil entendimento que são clicáveis.

SWIPE

Swipe é o mesmo que "deslizar", como usamos nas galerias de fotos, por exemplo. Deixe partes de figuras laterais à mostra, expondo que há mais conteúdo para ser visto ali.

SCROLL

Embora as pessoas tenham o hábito de rolar a tela para baixo, se você conseguir evitar muitos scrolls, não correrá o risco de que informações importantes sejam despercebidas.



Espero que essas dicas proporcionem melhores experiências aos seus usuários e, assim, você possa reter maior atenção deles e aumentar suas conversões.






 
 
 

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