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Ângulo e sua significação da dramaticidade de cada cena

  • 17 de mar. de 2017
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de jun. de 2024

Da mesma forma que podemos afirmar que o plano é uma emulação do olhar, a angulação de câmera assume, dentro de uma narrativa, a ideia de simular a posição do corpo humano em relação a um objeto ou personagem. Ela adiciona uma significação psicológica sempre que a história precisar.



O ângulo mais comum (tão comum que não recebe uma nomenclatura específica), é criado com a câmera na altura dos olhos do personagem, onde ela não apresenta nenhuma dramaticidade especial. Essa posição trás equilíbrio à história e coloca personagem e espectador no mesmo patamar de entendimento e poder. Agora, se trabalharmos com a câmera em ângulos diferentes a esse padrão (com a câmera alta ou baixa), podemos dar ênfase a um objeto ou personagem.


Plongée

O plongée, é a posição que a câmera adota quando filma um objeto ou personagem de cima para baixo (como nos fotogramas extraídos da série “House of Cards”). A intenção aqui é demonstrar a superioridade do observador e a falta de “poder” ou importância do personagem que vemos na tela (em relação ao público que assiste e também em relação aos outros personagens da narrativa).

Contra-Plongée

Já o contra-plongée é a posição que a câmera adota quando focaliza o objeto ou personagem de baixo para cima. A intenção aqui é passar um ar de superioridade e grandeza ao personagem em relação aos outros personagens da historia e ao público em geral. No caso da série do Netflix “House of Cards” (2013), como estamos falando do jogo de poder na política americana, a posição e ângulo da câmera reforçam o quanto o casal Underwood é importante, influenciador e manipulador.

Câmera Inclinada

Pouco usual, a chamada câmera inclinada ajuda a passar mais dramaticidade à história. Isso quando não ajuda a compor outros enquadramentos e criar possibilidades de captação que, com a câmera numa posição normal, não seriam possíveis de acontecer.


No curta-metragem “Beat the Devil” (2002), escrito por David Fincher e dirigido por Tony Scott, podemos perceber o uso da câmera inclinada como uma forma de demonstrar visualmente a loucura não apenas dos personagens, mas também da situação apresentada. No curta, vemos o cantor James Brown renegociando o contrato de venda de sua alma com o diabo de uma forma “inusitada”:por meio de uma corrida pelo deserto de Las Vegas cujo vencedor ganha tudo.






A intenção da câmera inclinada é a de trabalhar o desequilíbrio não só da cena, mas também do personagem (um desequilíbrio moral ou psicológico, por exemplo) pois causa uma certa inquietação no público e passa uma sensação de desordem além do valor estético.


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